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cultura

SOPA de MegaUpload ao modo FBI

by on Jan.20, 2012, under cultura, segurança digital

Nesta quinta, 19 de janeiro, o FBI deixou offline o site MegaUpload. O site armazena arquivos online e é utilizado para compartilhar material pela rede. A medida, adotada um dia depois do protesto realizado contra a lei norte-americana SOPA, teve uma consequência amarga: o grupo de ativistas online Anonymous derrubou vários sites, incluindo o próprio FBI, a Warner Brothers, Universal, Departament f Justice e a Associação da Indústria Fonográfica dos EUA (RIAA) – ativa contra a pirataria desde os tempos do Napster.

Mas por que o MegaUpload e não torrents? O que isso representa pra mim? É a terceira guerra mundial? Vou parar de comprar coisas com o cartão de crédito? E o AI-5 digital? Depois de algumas dúvidas pipocando na timeline, com muita informação desconectada, vale pensar um pouco.

Por que o MegaUpload e não os torrents?

Isso está ligado ao contexto dos norte-americanos. Em virtude dos modo como são criados os filtros e controles online, o protocolo torrent é mais fácil de ser barrado – fora que boa parte das vezes é usado para pirataria. O sistema é diferente com downloads de sites desse tipo, que são realizados da mesma forma que você acessa um blog como este – controlar o download nos provedores seria trabalhoso e teria de ver mesmo o tráfego de dados de cada pessoa sem uma forma automática. Vale lembrar dos tempos do traffic shapping no Brasil, quando baixar seriado por torrent ficou lento e o resto seguia normal.  Seria difícil colocar um filtro só pra discografia dos Beatles, Britney ou Stones, por exemplo, em cada provedor ou cada site, examinando cada arquivo pra ver se é Here Comes the Sun ou Toxic .

É possível ver isso no comportamento dos usuários americanos. Assim como entre os brasileiros o torrent é comum, aqui nos EUA é comum falar “ok, sem problemas se baixar CDs, mas não use torrent”. É a versão gringa do “um peguinha não dá nada”. Derrubar o MegaUpload aqui é como atacar uma das principais fontes de pirataria.

Outro ponto seria a suposta lavagem de dinheiro, que precisa ser melhor explicada, mas tecnicamente um grupo de pessoas está ganhando grana legítima (serviço de file hosting) com pessoas que pagam para hospedar arquivos piratas. Igual vale lembrar, nem todo arquivo no MegaUpload, YouSendIt e RapidShare é ilegal, o serviço é muito útil para coisas comuns e lícitas na rede.

Isso é caldo do SOPA?

Sim, é uma ação que repreende o copyright ilegal e a lavagem de dinheiro, de acordo com o FBI. O que é preciso entender é que o SOPA é a soma dos esforços da indústria criativa clássica (cinema, música, TV) com empresas que perderam muito terreno com a inovação digital e outras empresas que não apenas perdem grana indenizando quem tem prejuízos digitais, mas também abrindo uma brecha para contratos novos para quem faz segurança digital. Se isso lembrou a Lei Azeredo, o AI-5 digital, não é mera coincidência.

Digamos que o ato de hoje é uma represália, uma tentativa de mostrar quem manda – e aí está parte da reação do Anonymous.

Por que Anonymous comprou a briga?

Não confunda o protesto de hoje com uma defesa da pirataria. A reação do Anonymous é pela liberdade – ainda mais na rede – e porque um serviço foi sacado fora do ar de maneira imprópria. As motivações do Anonymous não passam por isso, passam pelo senso de Justiça que o grupo busca aplicar. É uma reação a isso e ao fato de uma lei ser aplicada de maneira torta, sinalizando que terão ações prontas caso o SOPA passe.

E lembre-se, leis como esta estão na moda, como a Sindé na Espanha.

Outro ponto, não confunda os ataques de hoje com hackear sites. O que foi feito é um acesso em massa coordenado, usando alguns sistemas. Seria como se todo mundo tentasse comprar um jornal ao mesmo tempo e o tio da banca não tivesse como atender a todos ao mesmo tempo e desmaiasse cansado.

E o meu cartão de crédito?

Medo do momento Tyler Durden? Medo da PSN sair do ar com teus dados? Não, isso não tem a ver com o objetivo do ataque que é mexer com as indústrias criativas tradicionais. O Anonymous quer justiça, não ralar o cidadão comum que não tem nada a ver na jogada. (E não estou defendendo eles, é só pegar a conduta do grupo.)

É a terceira guerra mundial, o caos?

Não, a vida segue, a rede segue. Só não entre em roubada, minta ou publique coisas medonhas no seu servidor que não tens a ver com isso – como acontece no mundo de carne.

E o que eu posso fazer?

Existem três coisas básicas que você pode fazer para reagir contra políticas de censura na rede, tão simples quanto dar um RT.

a) não baixar conteúdo pirata – é difícil, é. Ah, mas aquele CD que só saiu na Estônia e não tem no Brasil? É difícil. Mas se o CD ou DVD ou livro ou jogo existe no Brasil ou há alguma alternativa que dê retorno ao criador, compre. Um dos maiores problemas da pirataria é que o público perdeu a noção nesse ponto. “Pra que pagar R$ 20 reais pelo disco do Michel Teló se ele já tem dinheiro suficiente?”. Esse pensamento comum que ajuda a manter a pirataria, junto do costume e do preço baixo (mas isso é um assunto mais denso).

b) zelar pela liberdade da rede – isso não é feito só com RT ou afins, mas mandando mail pros deputados, sobretudo quem você votou, falando porque uma lei como a Lei Azeredo não é boa e que estás de olho no comportamento dele. Um voto dele não é só o teu voto a menos, mas dos teus amigos pois você vai fazer propaganda contra se o projeto passar.

c) escolher bem quem você vota – muita gente pensa que um RT dá efeito. Dependendo do caso ajuda, mas o maior RT ou Like que existe é feito na urna eletrônica, não esqueça disso.

Atualização: depois de uma revisão mexi em algumas babadas pequenas.

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AppMATe, carrinho real em pista virtual

by on Oct.27, 2011, under cultura, ipad, jogos

Falar sobre o potencial do iPad é chover no molhado, mas algumas empresas começam a mostrar aplicações diferentes para o aparelho. Uma das mais curiosas é o carrinho do filme Carros que usa a tela como cenário para diversas brincadeiras.

A mecânica é simples, basta colocar o carro sobre a tela e mover. Além de um passeio de maneira livre por Radiator Springs, a cidade dos filmes, cada carro faz algumas pequenas missões (busque um livro, ache 10 latas de óleo..). O interessante aqui é ver um cruzamento diferente para dois “brinquedos” e duas mecânicas ao mesmo tempo.

O iPad é caro e poucas pessoas olham para a prancheta como um brinquedo. Porém basta encontrar uma família que a situação muda. Além do YouTube, vi uma criança brasileira em um carrinho vendo Galinha Pintadinha no Centro de Boston, aplicativos como o Color Studio da Crayola colocam na tela os clássicos livros de colorir. A grande vantagem aqui é que a página sempre pode ser renovada. Esse mote também está nos livros digitais da Disney, que mixam a história com momentos de atividade. É a junção dos livros de atividade que as mães não compravam por ter um uso rápido com os livros de história.

Clássico, o carrinho de brinquedo nunca sai de moda. Sejam eles chineses, americanos ou nacionais, fazem parte de muitas infâncias. E o divertido do carrinho é que um simples artefato faz a criança transformar o espaço ao redor com a sua imaginação ou com outros objetos. Uma mesa plana pode ser uma pista de corrida complexa, enquanto uma folha pode receber as tortas linhas da rua de uma cidade.

A malandragem do appMate é ver esses dois mundos juntos em um ambiente que junta jogo (objetivos) com a brincadeira livre. Um olhar da indústria dos jogos chamaria isso de sandbox com ênfase na brincadeira, usando o virtual para gerar um espaço de atividades – constantemente atualizadas e sem as limitações que um desenho oferece.

O segredo é simples, o carrinho conta com 3 indicadores de posição (pontos de pressão), como se atuassem como 3 dedos na tela indicando a orientação do objeto para guiar o que é feito na tela. Ao contrário do pensamento inicial, não há nada de grandioso no “hardware”. São 3 pontos porque com isso é possível indicar com um simples movimento a indicação da direção – um ponto ou dois seriam pouco. A outra diferença para uma “baratinha” comum é uma parte transparente na base que vai até o teto e o farol. Assim, o aplicativo projeta alguns quadrados com cores chapadas que são refletidas pelo brinquedo e realçam os faróis.

Bastam alguns segundos brincando até mesmo para conquistar um adulto e ouvir a frase “no meu tempo não tinha essas coisas”. Por trás desta brincadeira, uma marota indústria opera. São seis carros do filme Carros 2, que será lançado em blu-ray e DVD no começo de novembro. Cada carro tem o seu conjunto de brincadeiras e missões, mas com um só já é possível brincar – porém tudo ficará restrito ao personagem. Isto parece simples, mas é o mote para vender não apenas um brinquedo, mas seis. O preço inicial de US$ 20 dólares pode saltar para US$120 caso o filhote queira toda a brincadeira – iPad2 não incluso na soma.

Essa é a mesma tática usada pelo jogo Skylanders: Spyro’s Adventure. Disponível para quase todas as atuais plataformas (menos PSP, Droid e iOS), a nova aventura do dragão Spyro funciona com uma pequena arena para a colocação de brinquedos durante o jogo. Cada personagem tem um código e a sua colocação na base provoca algo no jogo. Os criadores argumentam que uma das motivações para essa relação action figure x jogo é a criança poder levar o seu personagem para a casa de um amigo e resgatar de lá o seu jogo (isso com um código online), evitando que a brincadeira naufrague na necessidade de jogar tudo outra vez. Quem já levou um Guitar Hero para a casa de um amigo que ainda não jogou todas as músicas sabe quanto querer tocar algo e ter de jogar tudo outra vez para liberar uma simples música pode ser frustrante.

Desta forma, colecionar os personagens, tesouros e fases permite ao jogador explorar o jogo de maneira diferente. Há um jogo padrão que pode ser finalizado com o kit inicial, mas a aventura toda só é liberada com outros brinquedos. Assim, o que começa com US$ 60 pode pular para mais de US$ 200, em um cálculo rápido feito pelo pessoal da Giant Bomb. Dessa forma, não apenas o jogo é vendido – a base força a compra do título e evita a pirataria – e cada dragãozito custa mais do que um simples DLC. Ou seja, indústria do jogo e do brinquedo ganham juntas em tempos difíceis, mesma estratégia do Carros.

A brincadeira do Carros funciona com todos os iPads (apesar de queixas na performance do 1) e é vendida principalmente nos grandes magazines, Amazon e lojas de brinquedos.

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Impressões da New York Comic Con 2011

by on Oct.17, 2011, under Americana, cinema, cultura, quadrinhos

A New York Comic Con é a segunda maior Comic Con aqui dos EUA – e depois dela eu tenho medo de como é a maior (San Diego). Fui em apenas um dia e foi muito pouco para aproveitar bem o que acontecia no Javits Center – e mesmo assim o saldo foi bem positivo. No meio de tudo, um rápido encontro de negócios, ritmo de NY. Assim como a feira, o post é longo.

A time and a place

O Javits Center é um dos principais espaços de convenções da cidade e fica praticamente no rio. Apesar disso, é fácil de chegar e algumas quadras antes o movimento já era forte às 11h da manhã do sábado, 3o dia da Comic Con. Ryu, Ken, Scorpion e outros andavam do nosso lado e esse era o espírito do evento.

Como eu não conhecia o ritmo de feiras aqui, paguei um preço caro: vi mais da feira e pouco dos painéis. E o sistema é prático, feira/demonstrações/exposição em algumas áreas e grandes painéis em outras. Mesmo com a atenção normal em San Diego, a Marvel apresentou outra vez o filme dos Vingadores com o Capitão América, Hulk e Loki ao vivo (o ator do Loki passou do meu lado e nem eu percebi que era ele), a DC jogou as fichas na New 52 e previews da série Walking Dead ajudaram a contaminar todo mundo com o clima de zumbis. E zumbis vendem muito.

O tamanho do lugar impressiona muito, são quase uns 10 prédios 41 da PUCRS juntos. Quando fomos procurar o pavilhão com o Red Tails, por exemplo, descobrimos uma ala toda. No final da tarde chegamos 30 minutos antes do painel dos Vingadores e a sala não só já estava lotada bem como já tinham começado a falar. No fundo, a nerdolândia funciona na base das filas – fila pra comer, fila pra jogar e ganhar uma camiseta, fila pra ver os atores. Não vi o público desse ano, mas em 2010 foram 96 mil pessoas em quatro dias.

“Olha a Moranguinho ali no caixa”

Tem uma força muito forte em eventos como esse. Seria como se a ideia de tribos do Maffesoli encontrasse o que o Neil Peart fala em Subdivisions. A pessoa vem para olhar e outros estão lá para ganhar um pouco de atenção nas suas vidas. Vi um casal de meninas com fantasia de Supergirl e Robin que claramente indicava isso. Essa dose anual de identidade é interessante e aqui, em função do evento ser legal e da força do negócio estar  no máximo, há um respeito forte. E depois que a Nana Gouvêa foi, o resto é troco.

Em virtude dos concursos de fantasia, o nível fica claro entre alguns que só fazem alguma coisa e outros que vestem o personagem mesmo. Tem pessoas que passam horas fazendo o personagem – como os Caça-Fantasmas que tinham os equipamentos todos e funcionando ou uma Peach tão com cara de boneca quanto a do jogo – e outros que apelam pra diferença – como a versão Bag-Man do Homem-Aranha.

Tudo isso rende momentos engraçados. Não só tinha a Moranguinho no caixa (sempre pensei que ela vivesse num mundo de frutas), mas também o Comandante Cobra tirando fotos. Além disso, muitas famílias iam todas caracterizadas. E nesse ponto nada supera uma fã de Star Wars com o filhote vestido de Ewok.

E Luke Skywalker virou o Coringa

Fui para o painel da Next-Gen ver Mark Hamill e o Jeff Gomez. Enquanto o primeiro valeu ver, o segundo decepcionou. Ambos estão envolvidos no Next-Gen, um novo universo pensado para os quadrinhos, depois animated series e que vai ser filme mesmo. Mesmo com toda a rasgação, faltaram declarar mais o conceito mesmo e alguns desenhos parecem coisa vinda das escolas de desenho. Sinceramente, torço pelo sucesso do filme, porque os quadrinhos poderiam ser melhores.

O Mark Hamill tomou conta da conversa e, felizmente, ele falou mais do trabalho como dublador dele do que a vida de Luke Skywalker. Ele relatou que tem um trabalho todo pra fazer as vozes e que fica feliz por isso, até porque ele dá vida para personagens bacanas. Além de imitar o Joker (ele é a voz na Batman: Animated Series e nos dois jogos Batman: Arkham), ao comentar o trabalho do Dan Castellaneta imitou Homer Simpson e o prefeito Quimby na hora. E ficou igual.

Se alguns metros adiante o Peter Mayhew cobrava apenas US$ 10 pela foto com o Chewbacca, é compreensível ver porque Skywalker/Joker/Trickster cobra US$ 75.

$$$

Além do comércio intenso – camisetas, cartazes autografados, action figures e até quadrinhos – há um comércio forte da lembrança. Não apenas uma foto dentro do DeLorean do Back to the Future, mas uma arte feita na hora ou a marca do artista na frente da revista preferida.

Alguns artistas cobram por isso e, num primeiro momento, é estranho. Mas não deixa de ter razão, afinal o que ele assinou para uma pessoa pode ser vendido para outra e ele não vai ganhar dinheiro por isso, só a outra pessoa. Dessa forma o intermediário pode até ganhar, mas fica um troco pro artista mesmo. E essa cultura é bem mais velha que o eBay, vale lembrar.

Confesso que quase deixei US$ 45 em um pôster do 2001 com autógrafo do Gary Lockewood (Dr Frank Poole), mas não teria como transportar.

“É Action Figure, não bonequinho”

Esse mercado é muito forte aqui e no Brasil mesmo tem o seu espaço, mas deu pra ver ao vivo o que só vi em fotos: as empresas apresentam as linhas novas de produtos aqui, o povo tira fotos, sai notícia e meses depois chega nas lojas. Assim como algumas camisetas, existem modelos exclusivos e que certamente terão um valor maior no futuro.

Além dos modelos da Nova DC (o Aquaman era muito bem feito), do jogo Batman: Arkham City (pra 2012) e do Star Wars, um resgate da Hasbro chamou a minha atenção. Talvez poucos lembram da Jem e as Hologramas, um desenho com visual Barbie hard rocker que tinha uma trilha sonora bacana. Depois do lançamento da caixa em DVD, estão vendo se não seria a vez de um filme, como feito pra GI Joe e Transformers.

Engraçado que em um lado da feira a aposta era na nostalgia, com as franquias clássicas, enquanto no outro um campeonato de Beyblade chamava a atração da molecada. Algumas coisas mudam, outras não, mas o DNA é o mesmo.

Red Tails

Uma das coisas que teve seu hype mas foi atropelada pelos grandes lançamentos – e já digo o porquê disso ser bom – foi o Red Tails, novo filme do George Lucas. Aviso, ele só produz, não dirige – um belo sinal.

Esse filme talvez seja uma das últimas grandes produções do Darth Vader da vida real e junta duas coisas que já funcionaram outras vezes, história com ação. Durante a 2a Guerra Mundial, a esquadrilha Tuskegee (grupo americano de pilotos negros) fez história nos céus. Em virtude das leis de recrutamento da época e do racismo, o serviço de um dos primeiros grupos de pilotos afro-americanos é pouco reconhecido. Tem cara de ser um pouco no estilo do Tempo de Glória, filme de 89 sobre o primeiro batalhão negro do exército americano que lutou na Guerra Civil.

A promoção na Comic Con contou com um painel – que teve a presença de atores e um piloto de verdade. A promoção maior ficou por conta de um pôster especial feito pelo Joe Kubert e um caminhão com um simulador de vôo para preparar o terreno das batalhas aéreas. Nem no cartaz nem na maioria das peças estava o nome do George Lucas, um bom sinal depois de muitas desventuras, e o trailer já indica que a ILM vai com tudo nos efeitos também. A expectativa fica maior por conta da direção. O Anthony Hemingway tem no currículo passagens por vários seriados, mas tem um pé no The Wire e outro no Treme, credenciais excelentes. Dedos cruzados até 12 de janeiro.

Um dia foi pouco, mas a densidade de informação foi muito grande. Chegamos às 11h e às 18h eu já não tinha mais condições de pensar direito. Moral da história, da próxima vez eu passo dois dias lá.

Falei pouco de quadrinhos, mas isso é reflexo da feira mesmo. Os comics são a base para muitas outras coisas e uma bela motivo para reunir a indústria do entretenimento mesmo.

Em virtude da extensão do post, mais tarde escrevo sobre os videogames lá, falando dos previews do Batman: Arkham City, Uncharted 3 e Max Payne 3 (10 min de jogo mesmo).

Pena que era leilão, mas comprar o terno do Tony Stark era tentador

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